Carreira & Finanças
Fechado!
10/12/07
Informe-se sobre todos os procedimentos, guarde a publicidade veiculada e fique atenta ao fechamento do contrato
Por Silvia Caseiro
O verão é uma época que aguça a vontade de ter um corpo perfeito, principalmente nas mulheres. Mas é preciso ser cautelosa ao contratar serviços prestados por clínicas de estética. O Procon – Fundação de Defesa do Consumidor – avisa que não existem técnicas milagrosas para redução de medidas, eliminação de estrias, celulite, gordura localizada, entre outros tratamentos oferecidos pelo mercado e supervalorizados nessa estação do ano. Afinal, fatores como idade, alimentação, prática de atividade física, fumo, uso de medicamentos e a própria constituição corpórea de cada um podem interferir nos resultados. Para não cair no “conto do vigário”, o Procon recomenda que se procure pessoas de confiança para indicar centros estéticos competentes e, de preferência, que já tenham utilizado os serviços desses profissionais. Outro item a ser observado é que qualquer centro estético que se preze, sugere aos clientes uma avaliação médica antes de iniciar o tratamento. Tente se informar sobre todos os procedimentos e esclareça dúvidas sobre os possíveis efeitos colaterais, tempo para aparecer os resultados e a quantidade de seções necessárias para resolver todo o problema. Nem é preciso lembrar que todos materiais devem ser descartáveis e esterilizados. De acordo com a técnica do Procon, Renata Molina, não há como o consumidor saber se algo foi esterilizado ou não. “Porém, é possível verificar se há separação de materiais, troca dos mesmos entre um cliente e outro e se as embalagens dos produtos são lacradas. Ao aplicar um creme peça para verificar a identificação de liberação da Anvisa”, alerta.
Fechamento de contrato Todas as questões conversadas na pré-contratação e os serviços oferecidos devem constar no contrato de prestação de serviço. Além disso, o documento precisa descrever detalhadamente o material a ser utilizado, valor total e preço de cada sessão, data de início e término, forma de pagamento (no caso de cheque, a data, número e o valor de cada título) e indicações de perdas de peso ou medidas feitas verbalmente. Também, constar as informações relativas as regras para utilização do serviço, inclusive cláusula sobre eventual rescisão. Para não ter problemas no caso de desistência do tratamento no meio do caminho, antes de assinar, observe com atenção o que diz a cláusula sobre a devolução proporcional dos valores, imprescindível em um contrato. O Procon informa que a retenção integral do valor pago pelo cliente, sem que o serviço tenha sido prestado em sua integralidade, é considerada prática abusiva. Ainda diz que a promoção, divulgada em folheto publicitário, deve ser cumprida pelo fornecedor. Portanto, adquira o hábito de guardar o material veiculado pela clínica. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a publicidade capaz de induzir ao erro a respeito da natureza, características, qualidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços é considerada enganosa e proibida. “Toda informação veiculada pelo fornecedor caracteriza como oferta. A obrigação dele é cumprir o que está ofertando”, diz Renata.
Cuidado com os pacotes de cirurgia estética Recentemente, a técnica do Procon detectou o aparecimento de clínicas que oferecem pacotes de cirurgia nos corredores dos shoppings e estações de metrô. Todo o cuidado é pouco! A união de técnicas requer maiores cuidados e só podem ser contratadas após avaliação e indicação de um médico. “O que temos percebido é que o cliente fecha o negócio com o vendedor, muitas vezes um contrato de financiamento, entrega o cheque e só depois procura um médico”, relata. Vale repetir: qualquer procedimento estético que envolva o uso de medicamentos ou aplicação de enzimas precisa ser orientado por um profissional da área médica. As clínicas estéticas e médicas devem seguir normas da Vigilância Sanitária. “É importante identificar se o nome da empresa, CNPJ e alvará de funcionamento estão devidamente regularizados”, completa Molina.
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