Turismo
Chile para todos os gostos
21/02/08
A exuberância e a diversidade de paisagens de um país tão próximo do nosso, mas tão diferente
Por Paula Sacchetta
Paula Sacchetta
Vale da Lua
Estreito, com apenas 180 km de largura em média, sem exceder os 400 km, e mais de 4300 km de extensão, o Chile, apesar da proximidade com o Brasil, é um país completamente peculiar, sobretudo no que diz respeito aos ecossistemas e às paisagens. Ao sul, na famosa Patagônia, há neve, enquanto ao norte se encontra o Deserto do Atacama. Isso, sem falar na região dos lagos e vulcões, na Carretera Austral e no Arquipélago de Chiloé. Limitado pela Cordilheira dos Andes a leste e pelo Oceano Pacífico a oeste, seu delgado território apresenta uma grande diversidade climática, que se reflete diretamente na riqueza ambiental. Da capital, Santiago, uma pequena amostra do que veremos pela frente é avistada. Em pleno verão, o topo da Cordilheira está coberto de neve. É contrastante! Diferente dos outros desertos, o Atacama se destaca pela variedade de paisagem. Apesar de ser o mais árido do mundo, é repleto de água, sal e até neve. Para visitar essa parte do país, o mais prático é ficar em San Pedro de Atacama, uma pequena e charmosa cidade de ruas de terra aos pés da Cordilheira do Sal. De um lado, é cercada por uma montanha coberta de neve - ou um vulcão, já que existem muitos por lá - e do outro, por montanhas sem neve que ficam rosadas ao pôr-do-sol. É o melhor ponto para se hospedar e explorar as atrações da região. Para os que querem ver o deserto em sua forma "original", com montes de areia e uma imensidão sem horizonte, o Vale da Lua ou o Vale da Morte, bem próximos à cidade de San Pedro são as melhores opções.
Paula Sacchetta
Os gêiseres de El Tatio
Água e sal
Vale a pena vivenciar experiências interessantes como observar bem de perto os gêiseres em atividade. Localizados a 95 Km de San Pedro e a 4320m de altitude, os gêiseres de El Tatio são imponentes jatos de água quente e vapor originários do contato entre um rio gelado subterrâneo e rochas vulcânicas quentes. Emergem à superfície através das fissuras no solo de lava vulcânica, podendo atingir até 10 metros de altura. Esse impressionante espetáculo acontece nas primeiras horas da manhã, antes do nascer do sol, quando o frio do local chega a atingir os 20oC negativos. Além de areia e água escaldante, o Atacama tem muito mais a oferecer. Seu salar, que leva o mesmo nome do deserto, é outro lugar imperdível, de um branco infinito que faz doer os olhos. Reserva de sal e lítio que ocupa uma área de 90 km de extensão, lembra um imenso lago seco de onde se pode avistar algumas lagoas intensamente coloridas por flamingos que habitam a região.
Paula Sacchetta
Xavier, o guia, no Salar de Talar
Talvez ainda mais surpreendente, o Salar de Talar possui "olhos", infiltrações de água que fazem grandes círculos no chão, no meio do sal. Além disso, é um ponto privilegiado para se observar uma montanha de enxofre que tem aos seus pés um raso lago de água azul que vai se estendendo até tornar-se completamente branco nas suas margens. Como se não bastasse, o Chile ainda guarda muitas outras surpresas. Ao Sul do país estão cidades como Pucón e Puerto Varas, com um grande número de atividades esportivas - rafting, trekking e pesca - no verão, e esqui e snowboarding no inverno. As imensas montanhas e vulcões cobertos de neve são especialmente atraentes para nós, brasileiros, pois são diferentes de tudo a que estamos acostumados. O Deserto do Atacama em si já vale a viagem. Mas lembre-se também da Patagônia, outro lugar fascinante. É hora de fazer as malas e conhecer o Chile. Um belo país que pode agradar a qualquer um. Sem exceção.
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