Carreira & Finanças
Convertendo as moedas
14/03/08
Como viajar sabendo exatamente quantos reais os produtos custam
Por Mariana Zafalon
Saber a cotação do dólar é fácil. É assunto dos principais jornais todos os dias, principalmente na atual crise que os Estados Unidos estão. Quem foi para o país do tio Sam, ou que irá nos próximos meses, sabe que é só multiplicar os valores por dois para ter um resultado aproximado – um pouco mais alto do que o exato – do que está comprando. Mas e se apareceu uma viagem para Dubai, e você não sabe nem qual o nome da moeda dos Emirados Árabes, quem dirá o valor dela frente ao real?
Como converter
Diversos sites mostram as cotações de moedas, mas nem todos são tão explicadinhos quanto o que o Banco Central desenvolveu para os viajantes. Na página, é só clicar na região de destino e depois deslizar o mouse pelos países que voilà, aparece o nome da moeda e o seu valor em relação ao real. Mas atenção. O valor que aparece provavelmente não é o que você irá pagar. Isso porque o Banco Central dá a cotação comercial da moeda, e a usada nas viagens é a cotação turismo, um pouco mais cara. “É bom começar a acompanhar o câmbio da moeda antes de ir viajar, pelo menos um mês antes. Assim, você sabe quando e onde é melhor comprar”, explica o especialista em matemática financeira, Marcos Crivelaro.
Taxas, bancos...
Existem três maneiras de comprar no exterior. A primeira, e mais comum, é levar a moeda do país de destino ou fazer o câmbio quando chegar lá. Outra, que está caindo em desuso, é a utilização de travellers checks, aqueles papeizinhos que devem ser trocados por notas ou por serviços. O problema deles é que cada vez menos lugares os aceitam, apesar de, para o viajante, eles serem mais seguros. Mas o meio que está se popularizando mesmo é o uso do cartão de crédito internacional. A maioria dos lugares nos países mais desenvolvidos aceitam o “dinheiro de plástico”, e ainda há a vantagem de só pagar as contas depois de voltar. “O ideal é fazer a combinação de, pelo menos, duas dessas maneiras para não correr risco de ficar na mão. Usar espécie para comprar coisas miúdas e o cartão de crédito ou traveller check para as compras mais caras”, indica Marcos.
Pesquisar, pesquisar e pesquisar
Se você for trocar o dinheiro em casas de câmbio, vale procurar as que possuem os melhores valores de troca entre a moeda que você tem e a que você vai trocar. As diferenças geralmente são bem pequenas de uma casa para a outra, de apenas alguns centavos, mas se a troca for de uma quantidade considerável de dinheiro, estes centavos podem garantir um troquinho no final da viagem. “Em uma viagem que leve US$ 3 mil, qualquer diferença de preço pode acabar dando para comprar um whisky de uma marca melhor no freeshop, ou um perfume”, recomenda Marcos.
Dicas - Procure não trocar dinheiro no hotel ou no aeroporto, porque os câmbios não são os melhores - Nunca, mas nunca mesmo, troque dinheiro com estranhos, fora de casas de câmbio - Gaste sempre as moedas, porque casas de câmbio trocam só notas - Calcule quanto vai gastar na viagem antes de trocar o dinheiro, para evitar fazer dois câmbios - Sempre levar o comprovante da compra de dólar ou de euro; esta é uma prova de que o dinheiro é verdadeiro
Serviço
Página do Banco Central com cotações de moedas - www.bc.gov.br/htms/bcjovem/moedasmundo.htm
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