Turismo
Bebê a bordo
03/12/07
Os cuidados das futuras mamães em viagens aéreas
Por Adriana Ferreira
Nas últimas semanas de gravidez, sempre aparecem dúvidas sobre poder ou não viajar de avião. O obstetra Eduardo de Souza, do Hospital São Luiz, afirma que mulheres que apresentam um quadro normal de gestação podem viajar em aeronaves com até sete meses de gravidez. No entanto, ele faz algumas recomendações para evitar desconfortos. “É prudente viajar com o cartão do pré-natal ou atestado do ginecologista emitido 48 horas antes do vôo. O comandante pode solicitar”. Outra dica é quanto a pressão no ouvido que cresce consideravelmente devido ao aumento de sangue, causando maior vascularização. “Para aliviar o incômodo, basta mascar um chiclete, fechar o nariz e assoprar um pouquinho”, recomenda. Evite os enjôos com uma alimentação leve e nada de bebida alcoólica. Alimentos gelados, como o sorvete, também diminuem o mal estar. Em trajetos muito longos pode ocorrer o tromboembolismo, decorrente de varizes e do longo período com as pernas dobradas e estáticas. Por isso, faça pequenos exercícios a cada meia hora, como movimentos na ponta dos pés. “O uso da meia elástica funciona muito bem nestas horas”, diz o médico. Gravidez de risco Para mulheres que apresentam algum quadro de risco, a viagem não é recomendada. No entanto, se for imprescindível, vá acompanhada pelo médico. Agora, se há alto risco, nem pense em embarcar. “Ao longo de toda a gestação é importante evitar viagens aéreas. Ainda mais hoje! Com a crise aérea, os transtornos começam no saguão do aeroporto”, explica o obstetra.
O procedimento das companhias Há regras exigidas pelas companhias aéreas para mulheres grávidas. Fique atenta para não passar apuros. A partir do oitavo mês é obrigatória a apresentação de atestado médico completo no check-in, autorizando textualmente a gestante a realizar a viagem até determinada data. Se não possuir o documento, o acesso a aeronave só será liberado se estiver acompanhada do médico.No Brasil, o embarque não é permitido durante os sete dias que antecedem o parto. A medida evita que alguém dê a luz em pleno vôo. Já no território americano isso é possível, desde que apresente um atestado médico. No pós-parto, o embarque da mãe e do filho pode ser realizado após o oitavo dia, sempre com apresentação de um atestado.
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