Culinária
Barrinhas de saúde?
27/03/08
Aparentemente as barras de cereais são inofensivas, no entanto podem não ser tão saudáveis
Por Thaís Romanelli
Trio Light, 100kcal em 25g
Nutritivas e ricas em fibras, as barrinhas de cereais além de alimentarem, saciam a vontade de comer um docinho. Uma boa pedida para quem vive na correria, são pouco calóricas e encontradas nos mais variados sabores. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, 82% das pessoas com acesso à Internet, de todas as idades, consomem o produto regularmente. A média de consumo é de cinco barras ao mês, e para 74% dos entrevistados, o motivo para o consumo do alimento é o fator nutritivo, o que denota a crescente preocupação com a saúde e qualidade de vida. Sônia Almeida, nutricionista do Vigilantes do Peso, lembra de uma questão importante: as barrinhas não podem substituir as refeições. “Muitas delas não contribuem em vitaminas, minerais e fibras, apenas em calorias oriundas de carboidratos e gorduras”.
Hershey's Cereal, 115kcal em 25g
Fique alerta!
“A maioria contém 100 calorias em média, ou seja, de 4% a 5 % das necessidades calóricas previstas para um dia. Pode-se considerar que a barra tem baixa caloria se comparados com outros alimentos doces mais calóricos. Mas são alimentos produzidos artificialmente e em sua composição entra açúcares, óleos, estabilizantes, oxidantes, além dos cereais, frutas secas e aromatizantes artificiais”, explica Sônia. Portanto, cuidado! Apesar disso, não são contra-indicadas desde que se ingira apenas uma por dia. “Para atender a fome num momento de total impossibilidade de realizar uma refeição equilibrada ou um lanche, a barrinha é um alimento inteligente rico em proteína, carboidrato complexo e fibras”, diz a nutricionista.
Nutry Diet, 70kcal em 25g sem adição de açúcar
Diabéticos, atenção!
As pequenas barrinhas de cereais são grandes vilãs dos diabéticos por terem o índice glicêmico alto”, explica Sônia. Segundo a definição científica, o índice glicêmico representa a qualidade de uma quantidade fixa de carboidrato disponível de um determinado alimento, em relação a um alimento-controle, normalmente o pão branco ou a glicose. “A partir daí, são classificados baseados em seu potencial em aumentar a glicose sangüínea. Através da análise da curva glicêmica produzida por 50 g de carboidrato (disponível) de um alimento, teste em relação a curva de 50 g de carboidrato do alimento padrão (glicose ou pão branco). Atualmente utiliza-se o pão branco por ter resposta fisiológica melhor que a da glicose.” Ou seja, como cada barra de 25 g tem em média de 12 g a 19 g de carboidrato pode-se considerar que uma barrinha tenha o mesmo índice glicêmico que meio pão francês, considerado alto. Logo, quem é diabético não deve fazer uso do alimento com freqüência, a não ser as do tipo diet.
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