Carreira & Finanças
Consumidoras ou consumistas?
08/04/08
As mulheres estão cada vez mais conscientes da importância de uma boa saúde financeira
Por Thaís Romanelli
Não é de hoje que as mulheres são taxadas de consumistas. Abusar do cartão de crédito, não resistir a uma liquidação e ficar horas no telefone são alguns dos principais motivos dessa fama. Acontece que agora, o feitiço virou contra o feiticeiro. Segundo pesquisas divulgadas, os homens estão pagando 40% a mais na conta de celular do que as mulheres. Além disso, apesar do maior número de “dinheiro de plástico” ser do público feminino, são eles que gastam mais. Para o professor Phd Marcos Crivelaro - da FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista) e da Faculdade Módulo, o resultado não deve ser encarado como surpreendente. Segundo ele, cada vez mais as mulheres estão conscientes da importância de administrar o próprio dinheiro. “A grande maioria incorpora as regras básicas de manutenção de uma boa saúde financeira: não gasta mais do que ganha, gasta com sabedoria (não compra por impulso!) e tem sempre uma reserva para uma hora de necessidade”, diz.
Organize as contas
É essencial um planejamento elaborado levando em conta despesas necessárias, possíveis cortes e métodos de economia. Para isso, sentar com toda a família e fazer uma planilha é interessante. Participar de palestras relacionadas às finanças pessoais, não emprestar dinheiro a qualquer um, não acumular dívidas, examinar cuidadosamente o talão de cheques, ter consciência da sua própria renda líquida e analisar com frieza matemática as propostas de empréstimo e de investimento pessoal são outras boas alternativas para controlar os gastos. Abaixo, aspectos importantes e dicas do Prof. Marcos Crivelaro para o planejamento familiar
Planejamento familiar: é preciso reunir-se com os filhos para discutir orçamentos e cortes necessários para realizar sonhos, como carros e viagens de férias. Não há necessidade de abrir o jogo sobre as cifras, apenas fale do comportamento de consumo, gastos e planos. Mostre que existe uma verba, mas que foi fruto de economia e planejamento. Contas bancárias: praticamente 40% dos casais dizem que a renda do casal é totalmente compartilhada em conta conjunta. Já o número de pessoas que separam totalmente o que ganham é de 21% para mulheres e 48% para homens quando ambos trabalham. Quanto mais elevado o nível educacional e a renda, a tendência é que se incremente a separação do dinheiro. Contas conjuntas ou separadas, não importa. O importante é que o controle sobre as contas seja eficiente, para que não haja necessidade de empréstimos para cobrir eventuais saldos negativos ou entrar nos juros dos cheques especiais. Investimentos: habitue-se a investir o montante que conseguir economizar de sua renda mensal. Para escolher a melhor opção, é preciso saber qual o seu perfil. Existem investidores mais agressivos, que aceitam correr riscos em troca de um possível aumento no retorno do capital. Para esses, investir em ações pode ser uma ótima pedida, desde que considerem que esse tipo de investimento tem que ser pensado a longo prazo. Para aqueles que não toleram qualquer oscilação nos seus rendimentos, o melhor é investir em opções seguras, como a caderneta de poupança. Vale a pena consultar o gerente do banco em que se tem conta corrente e conhecer as alternativas de investimentos. Não esqueça de perguntar sobre a taxa de administração cobrada, pois determinados investimentos podem não valer a pena.
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