ModaVocê é o que você veste05/11/08 O estilo de cada pessoa mostra muito sobre sua personalidade, vida e história Por Ana Paula Schleier
Patricinha, alternativo, clubber... São diversas as formas de expressão representadas por roupas e atitudes, e apesar de se considerarem parte de uma dessas tribos, estas nem sempre estão isoladas no estilo das pessoas. “Ninguém é ´clássico´ absolutamente 100% da vida ou do seu dia. Imagine que piegas e que monótono seria!”, afirma Bia. Enquadrar-se em um perfil determinado, que misture o visual e a personalidade, não está necessariamente relacionado ao biótipo ou àquilo que está em alta no momento. Para Bia, o que pode exercer influência nessa ‘escolha’, se pode ser chamada assim, é a personalidade da pessoa atrelada às suas realidades passadas e atual. “Giorgio Armani disse certa vez em uma entrevista: ‘um homem e uma mulher de estilo jamais modificam radicalmente seu jeito de ser e de se vestir em função da moda’”, conta. Por ser algo complexo, identificar o estilo que mais combina com alguém requer tempo, esforço e, muitas vezes, a ajuda de profissionais para analisar diversos itens, como história, profissão, ideais, crenças, desafios e, principalmente, os valores que permeiam a pessoa. “O único fator que pode atrapalhar no diagnóstico de um estilo pessoal é a falta de transparência ou de conhecimento próprio”, afirma a consultora. Mudança de estilo. Pode? De acordo com Bia, dificilmente é possível mudar o estilo da água pro vinho. “Para se alterar um estilo pessoal, é necessário alterar um vida inteira de experiências e buscas”, afirma. O que é possível acontecer é uma adaptação, uma distorção da casca, e não da essência. Comumente, essa aparente mudança ocorre, segundo a consultora, principalmente entre os 15 e os 17 anos, quando os jovens, ávidos por auto-afirmação, começam algumas vezes a produzir-se de forma inovadora. “Penso que isso é fruto de novas experiências, novos grupos de amizades ou um novo rumo profissional, mas o estilo permanece sempre: uma patricinha que se transforma em gótica será sempre uma gótica arrumadinha e uma hippie que se transforma em ‘paty’, será sempre uma ‘paty’ mais desencanada”, completa. Assim, não seria possível mudar? “Quem buscar mudar o próprio estilo irá perdê-lo”, alerta Bia. “São raríssimas as pessoas que conhecem o seu estilo pessoal e que sabem como tirar proveito desta descoberta”, conclui a consultora. |